A mochila

mochila multimediaO jornalista multimédia é conhecido por levar consigo um número assinalável de equipamentos.
Para isso, costuma seguir em reportagem acompanhado de uma mochila.
Variam muito os modelos dos equipamentos que cada um utiliza. No entanto, quase todos usam:
-    uma “pen” onde guardam os dados em formato digital. A “pen” permite ainda uma transferência rápida de ficheiros entre dois equipamentos. 
A informação deve estar organizada por pastas de forma a permitir uma rápida consulta.
-    Uma placa de banda larga móvel. Este equipamento tem estado a evoluir muito rapidamente. 
Convém avaliar a capacidade de transmissão de dados num local, mais remoto, onde se pretende fazer uma reportagem e envio de dados. Em Portugal, os vários operadores têm um mapa com esta informação.

-    Cabos usb. A maior parte dos equipamentos utilizam o mesmo tipo de ligação usb. Nem todos.
-    telemóvel com capacidade de envio/recepção de dados e captura de fotos, vídeo e áudio. 
É cada vez mais uma ferramenta essencial. 
Em situações de grande urgência, as primeiras fotos e vídeos podem ser capturadas e enviadas pelo telemóvel. Pode-se perder em qualidade mas ganha-se em capacidade de resposta, factor determinante para uma página de notícias. Também através do telemóvel, em locais onde não existem alternativas de comunicação, pode-se enviar sms para a Redacção de forma a actualizar rapidamente uma informação.
-    Computador portátil. Tem de ter grande capacidade de autonomia e edição de conteúdos multimédia. Editar um vídeo, em tempo útil, exige um bom processador e memoria virtual. Alem do software básico, deve estar instalado software de edição de vídeo, imagem e áudio e um dicionário. Alguns sistemas operativos têm já este software, noutros casos há programas de download gratuito.
-    máquina fotográfica. A escolha depende do grau de exigência e do tipo de reportagem que se vai fazer. Se uma das apostas do trabalho é um produto baseado em imagens, a máquina deve ter boa qualidade e as fotos grande resolução. Se o objectivo é captar imagens de objectos ou pessoas que estão distantes, a lente deve ter um bom alcance... Ao contrário, se as imagens servem apenas para, por exemplo, ilustrar um texto de uma entrevista  uma máquina compacta já pode ser suficiente.
-    Máquina de vídeo. Não precisa de ser muito cara e com vários processadores. Face à evolução da capacidade de transmissão de dados já é conveniente utilizar uma que permite formato hd, a 1280 x 720 pixeis. Outro requisito necessário é captura de som através de microfone externo. Recentemente vários produtores destes equipamentos estão a desenvolver câmaras que permitem vídeo e fotografia. Em alguns casos, oferecem já máquinas com boa capacidade de captura. Se esta tendência evoluir para aparelhos de melhor qualidade é uma possibilidade interessante. Em termos de custos e mobilidade.
-    Tripé. Essencialmente para captura de vídeo. Os tripés de melhor qualidade são mais pesados mas é uma exigência para a produção de conteúdo com qualidade profissional.
-    Microfone. O mais frequente é o uso de um microfone com cabo. Convém ter boa qualidade e, na generalidade dos casos, o mais indicado é utilizar um microfone direccional. Se a reportagem for ao livre, convém usar uma “bola de vento” para evitar o ruído provocado pela deslocação do ar.
-    A juntar a esta lista de material há ainda um gravador áudio digital e extensões para captura de energia, caso se pretenda fazer uma emissão em directo de vídeo.
 
Estas são as ferramentas que quase todos os jornalistas multimédia transportam quando estão em reportagem. Convém saber utilizar cada uma delas de forma expedita e, em muitos casos, saber contornar dificuldades.


Antes da partida para reportagem convém testar os equipamentos, verificar se estão a funcionar, se as baterias estão carregadas e se é o equipamento que mais se adapta ao tipo de trabalho que se vai realizar.

É fundamental saber utilizar de forma expedita estas ferramentas. Mas não chega.
O mais importante está na capacidade de observação e criatividade de cada um dos jornalistas.
Por outro lado, o jornalista passa a ter uma preocupação logistica que em outras circunstâncias não fazia parte da sua actividade. Aqui, neste artigo, Backpack Journalism Overseas , pode ver algumas das alterações na rotina de um jornalista de TV.

Fora da mochila estão outras ferramentas que o jornalista deve criar e saber utilizar.
Uma delas é ter uma conta de e-mail alternativa. Para contactos mais pessoais e serve quando há problemas de acesso à conta profissional.
Outra ferramenta que se pode revelar importante é a subscrição de um serviço de envio de ficheiros muito pesados.
Há várias empresas que prestam este serviço. Através de uma conta, não muito cara, é possível fazer a transferência desses ficheiros.
Alguns dos mais conhecidos são o We TransferYouSendIt . O preço varia com a quantidade de informação que pode ser enviada. Tem uma versão “trial” gratuita.
O DropSend tem também uma versão “trail” gratuita e tem de se fazer “download” da aplicação.

 

Ver ainda:
- Backpack Journalism Is Here to Stay
- Backpack journalism blog