Gráficos e base de dados

Infografia do Expresso sobre Jogos Olímpicos
A utilização de gráficos é muito útil para ilustrar dados.
Há inúmeros exemplos e situações onde estes gráficos são utilizados de forma coerente.
Um dos melhores exemplos é na Bolsa e em particular o Google Finance que consegue tirar um excelente partido de cruzamentos de dados. Uma dessas funcionalidades é cruzar a evolução da cotação de um título com as notícias que são entretanto publicadas. Através deste processo o utilizador tem informação sobre as causas (eventuais) que estão na variação da cotação. 
Além desta funcionalidade, o Google Finance aposta ainda na interactividade. O utilizador pode visualizar a evolução da cotação num determinado período de tempo e também o movimento de compra/venda de acções. Há ainda a possibilidade de personalizar a apresentação gráfica e os dados que aparecem no gráfico.

Os gráficos são igualmente relevantes para notíicias que se baseiam em dados e onde a variação ou a comparação de valores é muito relevante. No caso da informação económica a utilização dos gráficos é muito útil porque permite ao leitor ter uma melhor interpretação dos dados.

Uma outra excelente utilização de bases de dados é no desporto. 
O histórico das competições, das equipas, dos atletas pode ser consultado de forma simples e com uma utilização gráfica eficaz. Em Portugal, o melhor exemplo é o ZeroZero. A base de dados tem elementos de competições nacionais e estrangeiras, essencialmente de futebol, com um histórico de vários anos. Cada elemento desta base de dados está associado a outros dados e o utilizador pode navegar de item para item. O percurso é infindável.

A utilização de gráficos em processos eleitorais é, hoje, uma prática corrente.
O histórico de eleições e o acompanhamento em directo do escrutínio de um acto eleitoral passou a ser um conteúdo habitual nos sites de informação. 
O histórico é produzido pelo órgão de comunicação social. O acompanhamento em directo do escrutínio é facultado pelas autoridades oficiais. 

O relevante é saber estruturar os dados de forma a serem trabalhados do ponto de vista gráfico.
Tem de se definir quais os principais vectores (percentagens de votos - com ou sem abstenção -, mandatos, partidos, freguesias, concelhos, distritos, ano do acto eleitoral...) de forma a ser conseguido o cruzamento de dados e a possibilidade de escolha por parte do utilizador.
Por outro lado, a edição deste conteúdo deve contemplar versões passíveis de actualização para que o trabalho entretanto efectuado seja reaproveitado.


Quando da concepção destas páginas deve haver o cuidado de flexibilizar a edição de modo a poder alterar a localização dos conteúdos. Por exemplo, durante a campanha eleitoral a área de maior destaque é reservada às notícias mas, na noite eleitoral, o destaque pode ser o gráfico com o acompanhamento em directo dos resultados. O espaço reservado e as funcionalidades devem permitir alternar a colocação de destaques noticiosos com gráficos, por exemplo, em formato flash.

Muitos órgãos de comunicação social recorrem a estes gráficos para a produção de dossiers.  
Antes, faziam-se tabelas com dados. Páginas cinzentas, com listagens e difíceis de interpretar. 
Hoje, a comunicação deste tipo de mensagens sofreu uma evolução significativa. Repare-se no exemplo do Público, com o mapa das mortes nas estradas portuguesas. Só através da imagem já se tem uma percepção dos distritos com maior incidência de casos. O utilizador pode depois consultar caso a caso com mais detalhes.
Neste último caso, trata-se de uma infografia em formato de flash. A produção é mais complexa.
Face à relevância crescente deste tipo de conteúdos, alguns órgãos de comunicação social contrataram infografistas.
No entanto, há gráficos bem mais simples. O software pode ser adquirido através da Internet e permitem uma grande variedade de formatos. Se pesquisar, por exemplo, “charts” em SourceForge.net encontra dezenas de programas gratuitos.