Editar vídeo

O recurso ao vídeo é cada vez mais frequente.
O aumento da capacidade de acesso à Internet, o interesse crescente de produtores de conteúdos em publicar esses conteúdos na web e plataformas de alojamento que permitem a qualquer pessoa mostrar os vídeos  que produziu, aumentaram significativamente o interesse por este formato.

Os requisitos técnicos e a qualidade das imagens não são o mais relevante. Um momento fantástico, uma situação peculiar, as imagens de um acidente ou o registo de uma excelente ideia, valem por si.
Na quase totalidade dos casos a ambição não é substituir produtoras de televisão ou cinema. Apenas partilhar um vídeo que se considera interessante.

Quem produz conteúdos de forma permanente e num projecto profissional, frequentemente, fica muito aquém do sucesso obtido por cidadãos anónimos que decidiram tornar público os seus vídeos. Mas, também nada impede que esses projectos profissionais possam usar, inserir nas suas páginas, os vídeos criados pela “comunidade”. 

Se a acompanhar o vídeo estiver um código com o a referência de “embed”, significa que o seu autor está disponível para partilhar o vídeo. Copia-se esse código e insere-se numa página do nosso site ou blog.  
Por uma questão de espaço ou de arrumação da página onde vai ser colocado, pode ser conveniente diminuir o tamanho do vídeo. No código que se copiou estão os parâmetros originais. Por exemplo, no You Tube são : 425 por 355 ou 560 por 340. No SAPO Vídeos a largura é 400 e a altura é 322. Quando se procede  à alteração destes parâmetros deve ser feito de forma proporcional.

Através deste processo, da partilha, o vídeo tem maior exposição e acessos. Por outro lado, quem mostra o vídeo, enriquece o conteúdo da sua página. 
Ganham todos.
Devido a este processo de partilha, muitos sites recorrem aos vídeos que estão no You Tube, SAPO Vídeos .... para ilustrarem as suas histórias.

Produzir um vídeo não é muito complexo.
O que é necessário:
Se estiver a presenciar uma situação que considera relevante e não tem uma câmara de filmar, não desespere. Um telemóvel com captação de vídeo é suficiente.
Muitas vezes as televisões recorrem a este tipo de imagens porque o mais relevante é a oportunidade: estar lá, no local e no momento certo.
No entanto, o mais desejável é recorrer a equipamento com melhor qualidade e que não exige um orçamento elevado.

Uma câmara de vídeo digital, preferencialmente com “disco duro” para facilitar a copia das imagens para um computador, um microfone externo, um tripé e um computador com um programa de edição de vídeo é o suficiente.


Recomendações para captação de imagem:
-    Planear a recolha de imagem e som. Preparar o cenário ou escolher as posições mais indicadas. Usar mais do que uma perspectiva. No caso de uma entrevista, gravar vários planos da mesma pessoa.
-    Gravar muito mais tempo do que o que se pretende no produto final
-    Gravar imagens que podem servir para plano de corte: planos gerais, gestos, ambiente ou os objectos que são referidos pelo entrevistado...
-    Não gravar contra a luz
-    Não fazer planos muito próximos se não estiver a ser utilizado um tripé
-    Gravar alguns segundos de som ambiente
-    Não fazer movimentos bruscos com a câmara nem utilizar o zoom em entrevistas.
-    Testar o microfone e evitar uma grande diferença no nível de som do entrevistado e do entrevistador
-    Evitar ambientes onde exista muito barulho
-    Se for possível, utilizar mais do que uma câmara de filmar
-    Quando de entrevistas ou de recolha de depoimentos, preparar as perguntas, posicionar a câmara de forma a que o entrevistado tenha o olhar virado para a objectiva  (mas deve olhar para o entrevistador) e propiciar um ambiente descontraído que evite uma postura artificial, de “pose”. Se o seu entrevistado está nervoso, faça “conversa” e, quando o sentir descontraído repita algumas das perguntas. 
Grave vários planos, uns mais afastados, outros mais próximos e de várias perspectivas..


Seguir estas recomendações facilita muito o trabalho seguinte: a edição e montagem.
Trata-se de um processo moroso. O primeiro passo é visualizar o material gravado, fazer anotações das partes mais interessantes – o conteúdo e onde estão localizadas – e, a partir destes elementos tentar compor a narrativa. A ideia do projecto e como se vai concretizar. 
Caso se pretenda locução, devem ser escolhidos os planos e as declarações dos entrevistados e, só depois, redigir o texto da voz-off.  
A montagem não é sequencial. Planos que foram gravados mais tarde podem ser utilizados em primeiro lugar, desde que exista “concordância” nas imagens.

Quando da montagem devem ser tidos em conta os seguintes factores:
-    a história que vai ser contada tem de ter uma lógica. Uma narrativa com coerência, com um tema central e deve cingir-se aos elementos essenciais. 
Um vídeo muito longo só provoca problemas. O ficheiro é mais pesado e o utilizador não tem grande disponibilidade para ver todo o conteúdo. Por vezes é preferível fazer mais do que um vídeo,
-    Evitar planos arrastados. É preciso mudar ao fim de algum tempo. Inserir outras imagens, mudar de perspectiva.... dar ritmo à montagem.
-    Evitar a percepção de montagem, de corte. Usar um a dois segundos antes do plano de corte, evitar disparidades no som.
-    Quando não é possível utilizar planos de corte, deve-se recorrer a “transições”. A maioria dos editores de vídeo disponibilizam alguns destes efeitos. Evite transições com grandes efeitos cénicos, dão uma ideia amadora do trabalho que está a fazer.
-    Concordância de movimentos, objectos, roupa, cenários.. Caso as gravações tenham sido feitas em momentos diferentes ter em conta que a montagem não pode sugerir a ideia de continuidade quando há indícios que evidenciam essa mudança.
-    Se está a ser utilizada uma ilustração sonora, deve-se ter em conta que o volume deve descer quando da sobreposição de vozes ou do som ambiente. As oscilações devem ser lentas. Evitar a mistura de dois sons, ambos com vozes.
-    Por regra, o vídeo deve terminar com um fadeout, a imagem a desaparecer lentamente e/ou o volume do som a diminuir .
-    Utilizar oráculos para referenciar as pessoas que estão a prestar declarações. Se existir a intenção de produzir frequentemente vídeos, é adequado uniformizar o formato do texto e os ícones que se vão utilizar nos oráculos.
-    Para complementar a informação pode-se utilizar gráficos, fotografias e música.

Como já se referiu este é um processo que demora algum tempo e varia ainda em função da capacidade de processamento do computador. Finalizar o projecto de edição pode demorar longos minutos.
Se o tempo urge, se é vital colocar depressa imagens online, o mais indicado é não perder a oportunidade. Editam-se alguns segundos, o mais relevante, e publica-se.  Nem que sejam imagens em “bruto” sem qualquer edição. Deste modo, há mais tempo para fazer “arte”, um vídeo bem editado e com os todos os elementos que podem enriquecer a “história”.

Uma outra recomendação: infelizmente, com alguma frequência, os programas de edição de vídeo ficam bloqueados, têm problemas. Conforme se vai trabalhando convém “guardar” o projecto para evitar o dissabor de ter de fazer tudo de novo.

Há uma grande variedade de software de edição de vídeos.
Alguns fazem parte do software que acompanha os sistemas operativos. É o caso do iMovie nos Macintosh e do Windows Movie Maker no sistema Windows.
Estes dois programas dão para editar vídeos mas não têm grandes funcionalidades. A alternativa é gastar mais dinheiro e utilizar o Premiere da Adobe ou o Final Cut Express.

Terminado o processo de edição é preciso “exportar” o vídeo. O formato mais simples, mas também mais pesado (e demorado), porque não é sujeito a compressão, é o “.avi”.
Se o objectivo é colocar o vídeo online numa plataforma tipo Youtube ou Sapo Vídeos pode-se recorrer a este formato porque, no processo de exportação, o ficheiro é convertido em “flash”. Deve-se ter apenas em conta que  o ficheiro original não ultrapassa o limite máximo imposto por estas plataformas de alojamento.
Outras possibilidades para guardar o vídeo são em “mpeg” ou “real player”. Os ficheiros devem ser guardados com uma definição razoável. Guardar para um formato “web” já degrada a qualidade da imagem.

Finalmente, quando da colocação do vídeo numa plataforma  de alojamento, tenha ainda em conta que os elementos que vai redigir, título,  descrição e tags, podem ser relevantes para o conteúdo ser facilmente pesquisável. O título, a descrição e as tags ajudam os motores de pesquisa a dar relevo ao seu vídeo.


A publicação é o processo mais simples.
Pode utilizar o vídeo de  modo autónomo ou integrado num artigo ou galerias de vídeos.
O mais recorrente é o vídeo ser utilizado de forma autónoma. Na área de destaques de um site ou numa plataforma de alojamento de vídeos.
Num caso o vídeo é visto na própria página, noutro caso o utilizador é direccionado para a plataforma onde está alojado o conteúdo.
O vídeo pode estar inserido num artigo, por exemplo numa notícia e, habitualmente, é acompanhado de outros elementos informativos. Pode haver alguma sobreposição de dados mas os dois conteúdos devem ser complementares. Para se perceber a mensagem não é necessário ver o vídeo e ler o texto.
Outra possibilidade é o vídeo fazer parte de uma galeria. De uma ferramenta onde estão agrupados vários vídeos em função de um tema ou da data em que foram produzidos e publicados.
Caso  o alojamento e a publicação seja feita com uma ferramenta própria, sem recorrer ao “player” do Youtube ou do SapoVídeos, deve ter em conta a possibilidade de o utilizador poder controlar o volume do som  e realizar pausas ou voltar ao inicio do vídeo. Deve também ser informado sobre o tempo de duração do vídeo. 
Outro cuidado tem a ver com o formato dos ficheiros vídeos. O .wmv ou o quick time não funcionam em todos os sistemas operativos. É necessário um software específico e nem toda a gente tem disponibilidade ou motivação para o fazer. O formato mpeg funciona em todos os sistemas operativos.